Brazil
April 4, 2012
Em um trabalho de integração da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa; Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural, Empaer; Secretaria Municipal de Agricultura de Colniza-MT; e Produtores do Estado do Mato Grosso, o proprietário do sítio Novo Horizonte, senhor Antenor de Souza Moreira, vai testar três variedades de feijão que mais se destacaram na região do município de Colniza, Noroeste do Estado. A propriedade fica no assentamento Escol Sul, a 1.065 km de Cuiabá. O objetivo é reforçar o cultivo do feijoeiro-comum na agricultura familiar naquele município.
Nesse sentido a Empaer-MT e agricultores familiares estão conduzindo unidades demonstrativas de feijoeiro-comum em 15 municípios do Estado, disponibilizando para a semeadura 16 cultivares de feijoeiro com feijões dos grupos comerciais preto, carioca, mulatinho, roxinho, exportação e Jalo. Todas as cultivares são oriundas da Embrapa Arroz e Feijão. Em Colniza, os testes visam mais as cultivares Pérola, BRS Estilo e BRS Valente, sendo os dois primeiros Cariocas e, o outro, Preto.
O técnico agropecuário da Empaer, Reginaldo da Silva Gonçalves, fala que os produtores de Colniza estão produzindo feijão para subsistência e comercializando os excedentes no comércio local e para Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo Reginaldo, há quatro anos, com o teste de novas cultivares o resultado é positivo, com um aumento na produção de 20%, e a área plantada já atinge os 200 hectares.
O pesquisador da Empaer, Valter Martins de Almeida, comenta que estão sendo utilizados 400 quilos de sementes na implantação dessas Unidades e os produtores estão recebendo orientações sobre época e densidade de semeadura, tratamento de sementes, controle de pragas e doenças. Ele acrescenta que a utilização de boas práticas agrícolas na recuperação da fertilidade dos solos já cultivados e manejo da cultura são importantes para qualidade e produtividade do feijão. “Estamos repassando para os produtores cultivares melhoradas e consideradas mais rentáveis”, destaca Martins.
A cultura do feijoeiro-comum no Estado ocupa aproximadamente uma área de 50 mil hectares. O pesquisador explica que a agricultura familiar participa com 15% da produção de feijão, sendo importante que o produtor avalie os resultados da produção, acompanhando na lavoura a produtividade, qualidade culinária, resistência às doenças, arquitetura de plantas, ciclo vegetativo, época de semeadura e outros. As cultivares utilizadas são: BRS Valente, BRS Grafite, BRS Campeiro, BRS Esplendor, BRS Estilo, BRS Requinte, Pérola, BRS Pontal, BRS Agreste, BRS Marfim, BRS Radiante, BRS Pitanga, BRS Executivo, BRS Embaixador, BRS 7762 Supremo e Jalo. “A finalidade do trabalho é a recomendação de novas cultivares e a transferência de tecnologia” com retomada e reforço do cultivo do feijoeiro na agricultura familiar, ressalta Almeida.
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