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Evento aborda doenças e pragas que prejudicam o girassol


Brazil
October 1, 2009

No segundo dia de atividades da XVIII Reunião Nacional de Pesquisa de Girassol e do VI Simpósio Nacional sobre a Cultura do Girassol, foram proferidas palestras sobre as principais doenças e plantas daninhas, que atingem e inibem a produção da cultura.

A pesquisadora da Embrapa Soja, Regina de Campos Leite, falou sobre as doenças que já foram detectadas na cultura do girassol: mais de 35 em todo o mundo. Entre elas estão: podridão branca (ou mofo branco), míldio e a mancha de alternaria. A palestra da pesquisadora se baseou especialmente na última doença. “A mancha de alternaria dá um aspecto de queimado às folhas. Ela está presente principalmente em folhas inferiores, mas se a condição climática for favorável para a propagação da doença, ela pode atingir diversas partes da planta”, explica Regina.

Segundo a pesquisadora, a doença se espalha com mais facilidade em temperaturas superiores aos 25°C e com o molhamento foliar por pelo menos 24 horas, ou seja, quanto mais chuva, maior o risco da lavoura. “Nossas pesquisas apontam que quanto maior a severidade da doença, menor rendimento terá o girassol”, diz ela. O manejo para este tipo de doença pode se dar de três formas: através da avaliação da resistência genética, da época de semeadura e do controle químico. “Além disso, são importantes os trabalhos de zoneamento que identifiquem o risco agroclimatológico do plantio de girassol no local escolhido”, diz Regina.

A pesquisadora encerrou sua participação no evento dizendo que o manejo tem caráter preventivo e que, por isso, não deve ser utilizado de forma isolada. “O controle efetivo baseia-se num programa integrado de medidas que incluem, também, diversas práticas culturais”, finaliza Regina.

Depois desta palestra, o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Alexandre Brighenti, falou sobre o Manejo de Plantas Daninhas na Cultura do Girassol. Segundo ele, a interferência destas plantas pode causar amarelecimento, redução do limbo foliar, menor número de grãos por capítulo e redução de produtividade de grãos, que pode variar de 25% a 70%.

Algumas plantas daninhas da cultura do girassol citadas pelo pesquisador foram: picão, trapoeraba, leiteiro e corda-de-viola (folhas largas) e capim-colchão, capim-braquiária e capim carrapicho (folhas estreitas). O pesquisador mostrou que até os 20 dias, o girassol e o mato convivem juntos, depois disso, há uma queda na produção da cultura. Alexandre mostrou que o ideal é manter o girassol até os 30 dias sem mato, pois depois disso a planta daninha que se instalar na cultura não prejudicará o girassol, nem afetará a produção. “Então, é só o produtor empregar corretamente as técnicas de controle das plantas daninhas a fim de evitar os prejuízos decorrentes da interferência”, finaliza Alexandre.



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Website: http://www.embrapa.br

Published: October 1, 2009

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